Chapecó em expansão: o que o boom da construção civil muda para quem projeta e constrói na região
Chapecó deixou de ser conhecida só pela agroindústria. Nos últimos anos, a cidade virou um dos mercados imobiliários mais aquecidos de Santa Catarina, com um volume de obras que muda a paisagem urbana e a forma como construtoras, incorporadoras e escritórios de arquitetura competem por atenção nesse mercado.
Os números por trás do boom
Só no primeiro semestre de 2026, 55 novos empreendimentos com mais de 300 m² foram comunicados ao Sinduscon Oeste, somando mais de 164 mil m² de novas construções. O Salão do Imóvel local fechou com R$ 1,155 bilhão em contratos formalizados, e o setor projeta crescimento acima de 3% ao ano na construção civil, puxado por uma demanda estimada em até 8 mil moradias anuais. A população, de cerca de 255 mil habitantes no Censo 2022, já passa de 289 mil em 2026, num ritmo de migração regional que sustenta essa demanda.
De cidade agroindustrial a polo urbano vertical
O perfil da construção também está mudando. Reportagens do setor descrevem prédios mais altos, unidades menores e uma cidade cada vez mais vertical, reflexo de um mercado que amadurece e diversifica junto com a economia local: ao lado da agroindústria histórica, crescem tecnologia, saúde, educação e o setor metal-mecânico. Chapecó hoje figura entre os cem maiores PIBs do país, com PIB per capita próximo de R$ 70 mil, um dos mais altos de Santa Catarina.
O que esse crescimento muda na disputa por atenção
Um mercado com esse volume de lançamentos simultâneos muda a lógica da concorrência. Quando dezenas de empreendimentos disputam o mesmo comprador na mesma janela de tempo, a diferença entre um lançamento que se destaca e um que passa despercebido deixa de estar só no projeto arquitetônico ou na localização, passa a estar também em como esse projeto é apresentado antes mesmo da primeira visita.
Isso vale tanto para quem vende quanto para quem projeta. Construtoras e incorporadoras competem por atenção em portais, redes sociais e perfis do Google num volume de oferta que só cresce. Escritórios de arquitetura, por sua vez, disputam clientes num mercado onde a decisão de contratar um projeto muitas vezes começa pela análise do portfólio online, antes de qualquer conversa presencial.
O papel da fotografia nesse momento do mercado
Num ciclo de expansão como esse, material fotográfico datado ou mal produzido custa mais caro do que parece: um empreendimento tecnicamente bem executado, mas mal fotografado, compete em desvantagem com lançamentos de qualidade equivalente que investiram em apresentação visual. O mesmo vale para escritórios de arquitetura que ampliam o volume de projetos e precisam manter um portfólio à altura do próprio crescimento.
Um mercado em expansão é também um mercado em que vale a pena revisar a frequência com que esse material é atualizado, e não tratar a fotografia como etapa final de um projeto, mas como parte da estratégia de se posicionar num ambiente cada vez mais competitivo.
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